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CAMPOS DE FUTEBOL DO PORTIMONENSE

São cinco os campos de futebol conhecidos e utilizados pelo Portimonense com regularidade desde 1914, data da sua fundação.

O primeiro, foi como em muitas localidades, o terreiro publico, um terreno baldio junto ao rio, conhecido como o “Aterro do Cais” onde, hoje se situa a Praça Manuel Teixeira Gomes.

Ficava ao lado da sede do clube, mas as condições eram rudimentares, sem balneários nem  bancadas e com o piso muito irregular.

Em 1921, o administrador do concelho, por não concordar com o uso do local para a prática do futebol chega mesmo a proibir o uso do espaço para o exercício da modalidade. 

Sendo um espaço publico, a autarquia precisava do local para outros eventos e não podia estar dependente dos calendários dos jogos que as equipas da cidade faziam na condição de visitados.

A própria autarquia desenvolveu diligências de modo a encontrar outro espaço para a prática do futebol na cidade, mas a situação arrastou-se, sem solução e sendo o futebol na altura um desporto em franca evolução, não caia bem nos meios políticos a cidade perder a sua representação futebolística, assim, o edil não teve outra solução a não ser retroceder na sua decisão e permitir os jogos no aterro do cais até que fosse possível encontrar uma alternativa.

 

Campo das Alcaçarias

A situação arrastou-se até finais dos anos 20, altura em que Francisco de Bivar Weinholtz ofereceu/cedeu uma parte da sua propriedade ao clube para a construção de um campo de futebol.

Situado muito perto da atual localização do estádio municipal, onde atualmente está implantada a empresa municipal (EMARP) tornou-se a casa do Portimonense, sendo na altura o campo de jogos da cidade visto que o Portimonense cedia o espaço às outras equipas da cidade para aí poderem jogar na condição de visitados.

O campo tinha as condições mínimas para a prática do futebol, mas era muito limitado para uma equipa em visível crescimento e os responsáveis do Portimonense depressa começaram a pensar numa solução que melhor servisse os interesses do clube.

 

Campo do Portimonense

Entre sócios e dirigentes, graças à generosidade de um grupo de individualidades da terra e ao apuro de uma subscrição feita na altura, o Portimonense tornou-se em 1937 proprietário de um amplo terreno, no espaço onde ainda hoje joga a equipa principal de futebol.

A escritura foi feita em março de 1937 e a inauguração em outubro do mesmo ano, a  urgência de um sítio para jogar leva a que a inauguração do campo, seja logo para um encontro do campeonato frente ao Glória Morte, apesar de ainda não ter  as obras necessárias.

Face à vitalidade dos alvinegros sonhava-se na altura, além do campo de futebol, construir uma pista de ciclismo e espaços para basquetebol, hóquei em patins e ténis, sendo que grande parte destes sonhos nunca se realizaram.

Na primeira metade da década de 40 a equipa atravessava problemas financeiros e desistiu da primeira divisão distrital passando depois três temporadas na segunda distrital.

Em 44/45 retorna ao primeiro plano regional e nacional e no início dos anos 50 ainda constrói o ringue ao lado do campo de futebol, mas o acumular de dívidas ao longo da década de 50 obrigou os seus dirigentes a fazerem uma hipoteca do campo.

O valor apurado não foi suficiente para sanar a contabilidade do clube e o Portimonense viu o seu campo ser adquirido por terceiros em hasta publica em junho de 1958.

Nunca mais o Campo do Portimonense voltaria a ser posse do clube. 

Durante muitos anos o Portimonense pagou uma renda anual aos proprietários e na década de 70 (já na primeira divisão) e 80, o campo sofreu importantes melhoramentos, bancadas, cobertura, arrelvamento e iluminação.

Por esta altura, já os donos do terreno exerciam forte pressão, alegando terem direito a que o mesmo lhes fosse entregue visto que o Portimonense tinha no Campo Major David Neto o seu próprio campo de jogos.

Apesar das várias tentativas da Câmara no sentido de estabelecer um acordo com os donos para uma permuta de terrenos de modo que acabassem de vez os problemas com a utilização do campo, as negociações não surtiram efeito e em 1992 os proprietários do campo puseram um processo em tribunal para tomarem definitivamente conta do mesmo.

O processo decorreu nos tribunais e em setembro de 2003 chegou o veredicto que ordenava ao clube a entrega do estádio a “médio” prazo.

Em 2004 e 2005, quer a direção do clube através de possíveis intervenções no Campo Major David Neto, quer a Câmara Municipal através da construção de um novo complexo desportivo no Barranco do Rodrigo tentaram desbloquear a situação, mas o certo é que por diversos motivos nenhuma das soluções encontrou viabilidade.

E o inevitável aconteceu, a lei seguiu o seu caminho e em julho de 2006 após diligência judicial, as portas do Estádio foram fechadas a cadeado e correntes, deixando o todos os serviços do clube, desportivos e administrativos impedidos de entrar nas instalações.

A direção virou-se como pôde para não se perder a época de 2006/2007 com consequente despromoção aos regionais e os seniores tiveram que disputar os seus jogos no Estádio Algarve durante alguns meses.

Finalmente, após reuniões entre proprietários, autarquia e clube, houve acordo para a utilização do estádio e o Portimonense voltava a casa no final de janeiro de 2007.

Ainda durante o ano de 2007, a Câmara chama si a resolução do problema, alega o estatuto de utilidade pública, trata da expropriação do terreno, e torna-se proprietária do mesmo passando então a denominar-se Estádio Municipal de Portimão, sendo cedido ao Portimonense que ficava então incumbido da sua manutenção, despesas e obras de conservação.

Em 2010 com o regresso à 1ª Liga Profissional, o Estádio Municipal foi completamente remodelado tendo o clube que jogar quase até final do campeonato no Estádio Algarve visto que as obras ultrapassaram em muito o tempo previsto.

Com a chegada da SAD em 2013, a direção do clube cede os direitos de utilização assim como a manutenção e obras de melhoramento do campo para a Sociedade Desportiva que gere a equipa de futebol profissional.

 

Campo Major David Neto

Em 1966, o Major David Neto e a sua esposa, face às precárias condições em que se encontrava o então Campo do Portimonense decidiram oferecer ao clube um terreno de cerca de 50.000 m2 destinado à construção de um novo estádio.

Na doação do terreno entre o então Liceu Municipal e a Praia da Rocha ficou salvaguardado que esse espaço apenas poderia ser utilizado para a construção de um estádio e instalações desportivas e para mais nenhum outro fim.

Logo na altura foi feita uma planta e uma maqueta do futuro estádio que englobava diversas infraestruturas para várias modalidades, mas que nunca passou disso mesmo… um projeto.

Em 1973 foi feito um novo projeto e mais tarde com os alvinegros já na 1ª Divisão até começaram as obras de terraplanagem deixando pronto o terreno de jogo e os declives em duas das colinas circundantes que já lhe davam um aspeto de “estádio” com uma pista à volta.

Sem meios para continuar a obra, em 1977 numa assembleia-geral ainda chegou a ser ponderada a proposta de entregar o terreno à Câmara para ser construido um campo Municipal, mas também não teve desenvolvimento essa opção.

Entretanto, foram construidos pequenos balneários e nos anos 80 a formação começou a utilizar o pelado para treinar e jogar.

Mais tarde o “campo principal” foi relvado e vedado e no lado poente foi construido um campo de terra batida e balneários para utilização da formação.

O campo principal durante alguns anos serviu o clube como campo de treinos dos seniores e para alguns jogos da formação, mas já neste século acabou por ser abandonado e hoje encontra-se inativo.

Entretanto, a zona poente entregue à formação de futebol do Portimonense foi sendo fortemente desenvolvida e hoje já integra dois campos de relvado sintético, balneários, bancadas, iluminação artificial, todas as condições para que os nossos jovens atletas possam desenvolver o seu futebol.

 

Estádio 2 irmãos (Campo da Torralta)

Pertença do Grupo Desportivo da Torralta nos anos 70 e 80, os seniores do Portimonense chegaram a fazer alguns jogos, particulares, por exemplo, para a Taça FPF em 76/77 neste campo.

O GD da Torralta encerrou a atividade em 1988, dando-se a integração dos atletas da formação no Portimonense.

Algumas equipas estrangeiras ainda deram vida ao Estádio Dois Irmãos nos anos seguintes, através da realização de estágios no Algarve, e Alvorense e Lagoa utilizaram o recinto em compromissos oficiais, enquanto os seus campos sofriam obras de arrelvamento, mas, aos poucos,o espaço foi ficando ao abandono.

Em 2006, um acordo que envolveu o clube, a Câmara de Portimão e o grupo hoteleiro Pestana, permitiu a recuperação do espaço com o propósito de lá evoluírem as equipas de formação do Portimonense.

Mais ou menos por esta altura, a CM Portimão e o Grupo Pestana chegaram a entendimento e o Estádio passou em definitivo para a posse da autarquia.

Fosse por motivos de ordem logística ou relacionadas com os custos de manutenção, o certo é que esta solução não vingou, a formação regressou ao Campo Major David Neto e algum tempo depois o campo foi de novo abandonado. 

Só mais tarde, após a chegada da SAD a quem o Portimonense SC cedeu por protocolo a utilização do espaço, o Estádio Dois Irmãos voltou a reanimar.

Começando grandes obras de reabilitação em 2014, é hoje um Centro de Estágio com todas as condições para a prática do futebol, possuindo dois relvados, ginásio e alojamentos. 
 

 

“Outros campos”

Houve outros espaços, usados pela formação de futebol que não sendo relevantes fazem parte da nossa história.

Nomeadamente, o “picadeiro” ao lado da atual V6, onde agora é o Continente, ou o espaço dentro do estádio onde se treinava lado a lado com a lenha para a caldeira e onde depois foi construido o ringue e o próprio ringue onde era possível treinar à noite.  

Os campos dos Montes de Alvor,  Alvor, Estombar e Lagoa, um pelado ao lado do Estádio (do outro lado da Av. Zeca Afonso) onde agora é o estacionamento do edifício Palácio e até um terreno entre a estrada para a Praia da Rocha e a agora alfandega do Porto Comercial (Estremal) foram no final dos anos 70 e inicio dos anos 80 também utilizados pela formação.

 

 

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